Pastoral da Comunicação

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Somos a PAStoral da COMuniçação da Paróquia Nossa Senhora de Fátima em Unamar. Responsáveis por esse blog, temos a missão de manter a comunidade informada sobre os eventos ocorridos em todas as 14 capelas que constituem nossa paróquia! Esperamos que, com a intercessão de São Francisco Salles, possamos cumprir nossa missão e evangelizar através da comunicação!

domingo, 27 de dezembro de 2009

SAGRADA FAMÍLIA


Em pleno clima natalício, a Liturgia celebra a festa da SAGRADA FAMÍLIA. O próprio Filho de Deus, vindo ao mundo, quis seguir o caminho de todos: fazer parte de uma família simples e humilde, igual a tantas outras do seu tempo.


As Leituras bíblicas apresentam valores da família:


A 1ª leitura mostra que a fidelidade aos ensinamentos de Deus assegura a harmonia familiar. (Eclo 3,3-7.14-17) "Honrar Pai e Mãe" significa reconhecer a sua importância como instrumentos de Deus, fonte de vida. Isso supõe uma vida íntegra e correta, ajuda nas necessidades, amparo na velhice, sem os desprezar nem abandonar. Como recompensa desta atitude, terá o perdão dos pecados, a alegria, a vida longa e a atenção de Deus. Devemos demonstrar gratidão aos nossos pais, que aceitaram ser, em nosso favor, instrumentos de Deus criador. O quarto mandamento continua ainda hoje atual.


Na 2ª leitura, São Paulo aponta o ideal da vida cristã como caminho seguro para construir a harmonia familiar. (Cl 3,12-21) "Revesti-vos de misericórdia, bondade, humildade, mansidão e paciência..." "Suportai-vos e perdoai-vos uns aos outros... sobretudo amai-vos..." "A Palavra de Deus habite em vós...Cantai a Deus hinos espirituais..." Conclui aplicando isso à vida familiar, dando recomendações aos maridos, às esposas, aos filhos, aos pais.


O Evangelho nos apresenta a Sagrada Família de Nazaré, como modelo de todas famílias. (Lc 2,41-52) Fiel às práticas religiosas, vai em peregrinação a Jerusalém para celebrar a Páscoa com o filho que já completara 12 anos. Quando Jesus se desvia da comitiva, vai aflita à procura do filho perdido, por três dias: "Teu pai e eu, estávamos angustiados à tua procura..." E Jesus faz duas perguntas: "Por que me procuravam? Não sabiam que eu devo estar naquilo que é de meu Pai?"


São as primeiras palavras de Jesus, elas têm um sentido mais profundo do que um simples relato: Deus é o verdadeiro PAI de Jesus e a sua prioridade fundamental é realizar a missão confiada pelo Pai.


OBEDECER significa acolher os ensinamentos e manter fidelidade a Deus.


Rachel Malavolti

sábado, 26 de dezembro de 2009

CORAL DAS CRIANÇAS NO NATAL





O Coral das Crianças cantou no dia 25/12 na Missa das 18h, participou de forma lindíssima e que emocionou a todos presentes na Santa Missa.
Eles também vão cantar na Missa de Ano Novo.


sexta-feira, 25 de dezembro de 2009


O Evangelho sublinha que a Encarnação do "Verbo" foi a maior das revelações de Deus. Na face de Cristo brilhou em toda a sua plenitude a glória do Pai. (Jo 1,1-18)


O Texto é um Hino ao "Verbo", que se fez homem em Jesus (Filho de Deus) e que já existia já antes que o mundo fosse criado. "Verbo" quer dizer “Palavra”. A palavra serve para comunicar alguma coisa aos outros. Aquilo que nós temos na mente e no coração chega à mente e ao coração dos outros mediante a palavra.João nos revela que o Filho de Deus é a Palavra do Pai. O Pai, para nos dizer que nos ama, nos envia a sua Palavra.


Há 2.000 anos a Palavra de Deus se fez carne, tornou-se um homem como nós, falou a nossa mesma linguagem, pôde dizer-nos quem é o Pai, o que somos nós para Ele e qual é o projeto dele para nós. Para conhecer o Pai é suficiente contemplar Cristo, observar o que ele faz, o que diz, o que ensina, como se comporta, como ama, a quem prefere, com quem anda, com quem toma o alimento, a quem escolhe, a quem recrimina, a quem defende, porque é assim que o Pai procede.


O Evangelho nos diz que "o Verbo se fez carne e veio habitar entre nós".O "Verbo" veio como luz no meio das trevas. Entre os homens imersos no pecado surgiu de repente um homem novo e com ele começou uma nova criação. Essa luz não foi recebida de forma pacífica no mundo.


O Evangelho de hoje nos fala da luta áspera entre a luz vinda do céu e as trevas que continuam envolvendo o mundo. Trata-se das forças do mal que se chamam pecado, egoísmo, exploração, opressão...


A luz luta contra essas trevas sem conseguir aniquilá-las imediatamente; mas as trevas também não conseguem apagá-la.Esta luta continuará até a plena vitória da luz, vitória que já está garantida pela Páscoa de Cristo.


NATAL é a celebração de um NASCIMENTO: Algo de novo deve nascer também dentro de nós. É o Natal repleto de felicidade que desejo a todos vocês.

Rachel Malavolti

NATAL


O Evangelho narra o fato anunciado pelos profetas e ansiosamente

aguardado pelo Povo de Deus: o Nascimento de Jesus. (Lc 2,1-14)

Deus vem ao encontro dos homens com uma proposta que chega ao

coração dos homens através da simplicidade, da fraqueza e

da ternura de uma “criança”, que ainda hoje estende os braços, pedindo

a nossa colaboração para crescer e se desenvolver.

O menino de Belém leva-nos a contemplar o incrível amor de Deus que se

preocupa com a vida e a felicidade dos homens.

A presença libertadora de Jesus neste mundo é uma “boa notícia” que deve encher de felicidade os pobres, os fracos, os marginalizados, e dizer que Deus veio ao seu encontro para lhes propor a salvação.

No Natal, nasce o Deus da Vida, para fazer crescer a vida de

Deus no meio do povo.

Há dois mil anos, uma família encontrou lugar para Jesus nascer.

Há dois mil anos, portas e corações continuam fechados.

Para muitos, é difícil reconhecer o rosto do Cristo no jeito que ele vem.

Veio como uma criança, como um balbucio, que é fácil de sufocar.

E quantos o sufocam, mesmo no dia de Natal!

Sufocam-no com festas de consumo e de esbanjamento, de presentes e casas enfeitadas, de bolos e champanhas.

Muitos até nem sobram tempo para celebrá-lo com a comunidade, estão muito ocupados para produzir, para vender, para comer e beber.

Outros sufocam o Deus menino, impedindo-o de crescer:

Deus permanece criança por toda a sua vida; uma frágil estatuazinha de gesso, abandonada num caixote, que se coloca no presépio uma vez por ano.

E Você, onde está procurando o Cristo, neste Natal?

O Filho de Deus quer nascer dentro de nós e na pessoa

de cada um de nossos irmãos.

E quando o encontrar, seja você um sinal dessa boa notícia: um sinal de alegria e de esperança, no acolhimento dos irmãos, na busca da reconciliação, na valorização dos pequenos, no testemunho de confiança, nesse amor de Deus, que por nós se fez criança. Só assim, hoje será de fato um FELIZ NATAL. É o que lhes desejo hoje, de todo o coração, a todos vocês. FELIZ NATAL!


Rachel Malavolti

domingo, 20 de dezembro de 2009

FESTA DA PASTORAL DA CRIANÇA














4° DOMINGO DO ADVENTO


Estamos chegando mais perto do verdadeiro Acontecimento que marcou a história dos homens, esse dia em que Deus deixou de nos enviar mensageiros para se fazer Ele mesmo mensagem e mensageiro por sua vez. Portador e porta-voz de um plano de amor que se manifestava em meios a sonhos truncados e falidos pelo mau uso da liberdade dos homens. Essa foi a festa de seu nascimento, real articulação entre a páscoa da Criação e a páscoa da Ressurreição.


Hoje aparece a figura privilegiada de uma MULHER que trouxe ao mundo o próprio Salvador. Quem aguarda o Salvador não pode esquecer a sua mãe. Se quisermos entrar no espírito do Natal, devemos nos aproximar de Maria. As Leituras bíblicas nos fazem sentir o clima do Natal. Deus escolhe instrumentos humildes para realizar suas obras.


Na 1a leitura, o profeta Miquéias fala do ambiente humilde onde irá nascer o Messias. (Mq 5,1-4a) Ele não nascerá numa cidade grande e importante, como Jerusalém, mas num pequeno povoado desconhecido, Belém. Ele não sairá de uma família rica e poderosa, mas de uma família pobre e humilde, e agirá como um simples pastor."Ele será a Paz" (Shallon). Este mundo novo que é um dom do amor de Deus. Será um "reino" de paz e de amor, não construído com a força das armas, mas construído e acolhido nos corações dos homens.


A 2ª Leitura mostra que Jesus estabelece uma relação de comunhão e de proximidade entre Deus e os homens. (Hb 10,5-10)


O Evangelho narra o encontro de duas Mães, que vibram de alegria com a realização das Promessas. (Lc 1,39-45) Após a Anunciação, em que deu o seu "SIM" a Deus, "Maria se põe a caminho e vai às pressas à casa de Isabel". Maria nos ensina o melhor jeito de acolher: estar atento às necessidades dos irmãos, partir ao seu encontro, partilhar com eles a nossa amizade e ser solidário com as suas necessidades.


Maria nos ensina três coisas:

1. Levar JESUS no coração: Maria levou a Isabel o que tinha de mais precioso: Jesus. Tinha-o em seu seio e o sentia crescer cada dia. Preparar-se para o Natal significa fazer nascer Jesus em nosso coração e manifestá-lo com o nosso amor, com o nosso sorriso, com a nossa alegria.


2. A ALEGRIA de encontrar os amigos: Quando Maria e Isabel se encontraram, sentiram uma grande alegria. Quando Jesus vive em nós, também nós podemos sentir mesma alegria ao nos encontrar com os amigos.


3. A CARIDADE em primeiro lugar: Maria "foi às pressas" a Isabel para se colocar a seu serviço. Nesses dias que nos separam do Natal, também nós podemos fazer com alegria pequenos serviços para as pessoas que convivem conosco.


Rachel Malavolti

domingo, 13 de dezembro de 2009

3° DOMINGO DO ADVENTO


O terceiro domingo do advento é conhecido como o "Domingo da ALEGRIA". A chegada do Senhor no Natal, que se aproxima, provoca em nós uma profunda alegria.


A 1a Leitura é um convite à ALEGRIA, porque foi revogada a sentença que condenava Judá. O próprio Deus estará no meio do povo, como Salvador. "ALEGRA-TE de todo o coração, cidade de Jerusalém... não tenhas medo, Sião...O Senhor, teu Deus, está no meio de ti, como poderoso Salvador..." (Sf 3,14-18) A fonte da alegria cristã é a certeza de que Deus nos ama e está no meio de nós com uma proposta de salvação e de felicidade.


Na 2a Leitura, Paulo recomenda aos filipenses ALEGRIA, num momento em que eram perseguidos e ele próprio estava na prisão. "Alegrai-vos sempre no Senhor, repito, alegrai-vos... (Fl 4,4-7) A alegria cristã é sinal visível da presença do Ressuscitado na comunidade.


No Evangelho, João Batista anuncia ALEGRIA pelo Salvador que vem, mas está preocupado com os pecados que podem estragar tudo...E faz um veemente apelo à CONVERSÃO... (Lc 3,10-18)


O Santo Evangelho nos ensina que aqueles que acolhem a pregação de João Batista, deve seguir normas de comportamento em vista da vinda do Messias. Essas normas se resumem em uma só palavra: ser gente. O profeta João Batista faz uma pregação muito direta, muito simples e muito objetiva: repartir aquilo que temos. Adverte aos fiscais do governo que devem ser honestos. Para os homens das forças de segurança e do exército de então ensina que não devem molestar as pessoas e contentar-se com o seu soldo. Ser gente para a Sagrada Escritura é viver o Reino de Deus, que deve se realizar no dia a dia de nossas realizações, no chamado cotidiano.


João aponta Três Caminhos para conseguir a alegria prometida para aqueles que acolhem o Cristo que vem:O Caminho da Solidariedade (partilha); O Caminho da Justiça; e O Caminho da não-violência.


O Evangelho de hoje responde à pergunta que normalmente nasce de um coração arrependido e com boa vontade: “O que devo fazer?” Todos devem fazer-se essa pergunta. Mas cabe a cada um corrigir seu próprio caminho para que se encontre pessoalmente com o caminho do Senhor.


Somos chamados a conversão. Conversão profunda, dinâmica, renovadora, como deu pistas e ensinou João Batista. Reconhecer-se pecador e querer a conversão é reconhecer em Jesus de Nazaré o Messias, que vem na força do Espírito de Deus, repartindo com o convertido o mesmo Espírito Santo.


Por isso Jesus vem no Natal e virá no Juízo final. Durante a primeira vinda, Jesus derrama seu Espírito sobre quantos creram nele. Na segunda vinda, separará o trigo da palha, recolherá o trigo – os bons, que se deixaram fecundar pelo Espírito Santo e produziram furtos de santidade, e queimará a palha – os maus, que se encheram com a própria vontade, estéril para o balanço final. As duas vindas, Natal e Juízo final, são motivo de alegria, tema fortemente presente na Missa de hoje.


Rachel Malavolti

sábado, 12 de dezembro de 2009

NOSSA SENHORA DE GUADALUPE


Nossa Senhora de Guadalupe também chamada de Virgem de Guadalupe, é um culto mariano originário do México. É considerada pelos católicos a Patrona da Cidade do México (1737), do México (1895), da América Latina (1945) e Imperatriz da América (2000). Sua origem está na aparição da Virgem Maria a um pobre índio da tribo Nahua, Juan Diego Cuauhtlatoatzin, em Tepeyac, noroeste da Cidade do México, em 9 de Dezembro de 1531.


Pelos relatos, uma "Senhora do Céu" apareceu a Juan Diego, identificou-se como a mãe do verdadeiro Deus, fez crescer flores numa colina semi-desértica em pleno inverno, as quais Juan Diego devia levar ao bispo, que exigira alguma prova de que efetivamente a Virgem havia aparecido. Juan foi instruído por ela a dizer ao Bispo que construísse um templo no lugar, e deixou sua própria imagem impressa milagrosamente em seu Tilma, em um tecido supostamente de pouca qualidade (feito a partir do cacto), que deveria se deteriorar em 20 anos mas que não mostra sinais de deteriorização até ao presente. Porém substâncias químicas usadas nas tintas foram identificadas e o tecido não é o ayate, mas uma mistura de cânhamo e linho, que resistem ao tempo.


Em ampliações da face de Nossa senhora, os seus olhos, na imagem gravada, parecem reflectir o que estava à Sua frente em 1531 - Juan Diego, e o bispo. Porém, alguns acreditam que isto pode ser explicado pelo fenômeno da pareidolia. O assunto tem sido objecto de inúmeras investigações científicas. É venerada no Santuário de Nossa Senhora de Guadalupe e a sua festa é celebrada em 12 de Dezembro.


terça-feira, 8 de dezembro de 2009

FESTA DA IMACULADA CONCEIÇÃO

Em 08 de Dezembro de cada ano, a Igreja comemora o dogma, proclamado em 08 de dezembro de 1854 pelo Papa Pio IX, através da bula “Ineffilis Deus” [1] via da qual a Igreja reconhece que Maria, Mãe de Jesus, desde o instante de sua concepção foi preservada por Deus do pecado original, pois ela, desde o início de sua existência esteve sempre cheia de graças.

A Santa Igreja Católica crê que esse dogma tem suporte na Bíblia, uma vez que, segundo o Evangelho de São Lucas, o Anjo Gabriel ao anunciar-lhe a concepção divinal de Jesus, por ação direta do Espírito Santo, ao saúda-la disse: “ AVE CHEIA DE GRAÇA. O SENHOR É CONTIGO, BENDITA ÉS TU ENTRE AS MULHERES.” (Lc, 1, 28).

Segundo o entendimento da Igreja Católica, baseada na tradição patrística, necessário era que Maria Santíssima estivesse completamente livre de qualquer pecado (ausência da graça de Deus) para poder gerar em seu seio virginal, Jesus Cristo, Filho de Deus altíssimo.

A nossa Doutrina ensina que todo ser humano, desde seu nascimento, isto é desde sua origem, vem ao mundo com uma mácula de origem, chamado pecado original, reminescencia do epsódio biblico, no qual o primeiro homem, Adão, representando toda humanidade, rompeu a harmonia entre a criatura e o criador.

Assim, todo ser humano ao vir a este mundo é marcado por uma tendencia de origem, que cria em seu interior uma profundo desiquilio entre si e o seu criador.Por isso o Salmo 50 diz: “Eis que nasci na culpa, minha mãe concebeu-me no pecado.”

O ser humano não nasce com pecado pessoal, mas marcado, desde sua concepção com tendência de se colocar no lugar de Deus, como centro da própria vida, ou seja o ser humano, nasce com uma tendência original ao egoísmo, de ser ele mesmo o próprio deus.

É desta situação de pecado e desordem, chamada de pecado original, que Cristo nos veio salvar e da qual, Maria Santíssima foi, desde sua concepção, totalmente liberta.

Maria Santíssima, pelas poucas vezes que aparece nos Evangelhos, se apresenta como uma pessoa, totalmente banhada pela graça de Deus, totalmente livre de toda tendência ao egoísmo e livre de qualquer prepotência de ser igual a Deus.

No Evangelho de Lucas, no episódio da anunciação, ela se declara a “serva do Senhor” e se coloca, totalmente, nas mãos de Deus, para ser o veículo pelo qual o Filho de Deus veio a este mundo; “FAÇA-SE EM MIM, SEGUNDO A TUA PALAVRA.”

Afirmar que Maria Santíssima nunca esteve sob o domínio do pecado, não quer dizer que Ela é uma semi-deusa, mas que ela, foi uma mulher, pobre e humildade, embora preservada de toda culpa e tendência para o pecado, teve que peregrinar pelos caminhos da fé, descobrindo a vontade de Deus em cada momento de sua vida.

Em sendo, assim, num mundo em que, infelizmente, há, em muitos setores, a predominância mau, Maria Santíssima, é como um farol para toda a humanidade a proclamar que a felicidade está, não em possuir, em ter bens, mas em estar sempre unido a Deus, submisso a sua santa vontade.

O advento, época de preparação para a vinda do Senhor, é um momento muito propício para que toda humanidade ao relembrar o nascimento do Salvador, amparados pela mãe, concebida sem pecado original, possa trilhar os caminhos que leve a todos procurar sempre restaurar o equilíbrio original da criatura com o criador.

Seguindo os passos de MARIA IMACULADA CONCEIÇÃO, prendamos a dizer não ao pecado, que nos afasta de Deus e dizer sempre sim a sua santa vontade: Seja feita sua vontade, aqui na terra, da mesma forma que ela é feita no céu.

NOSSA SENHORA IMACULADA CONCEIÇÃO, rogai por nós, que recorremos a vós.

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COROA DO ADVENTO: QUAL A SUA ORIGEM?

Surgiu na Alemanha, no século dezenove, mais exatamente nas regiões evangélicas, situadas ao norte. Os colonos para comemorarem a chegada do natal, a noite mais fria do ano, acendiam fogueiras e sentavam-se ao redor.

Mais tarde, não podendo acendê-las dentro de casa, tiveram a idéia de tecer uma coroa de ramos de abeto - uma espécie de pinheiro, enfeitando-a com flores e velas.

No inverno rigoroso dos países frios, todas as árvores perdem suas folhas, somente os pinheiros resistem, sendo desta forma, um sinal de que, a natureza não morreu totalmente.

No início do século vinte, os católicos adotaram o costume de colocar a coroa nas suas igrejas e casas. No Brasil, o uso certamente provém dos missionários que vieram da Alemanha, ou de brasileiros que tendo conhecido o uso da coroa na Europa, a introduziram nas comunidades

Por que tem uma forma circular?

Sem começo e sem fim. A circularidade está ligada a perfeição. O redondo cria harmonia, junta, une. Lembra ainda para nós, que somos integrantes de um mundo circular, onde o processo do universo e da vida é cíclico: o círculo do ano, do tempo, o ir e vir da história, sempre marcado pela presença daquele que é a Luz do mundo.

O significado da Coroa do Advento


É um círculo de folhagens verdes, sua forma simboliza a eternidade e sua cor representa a esperança e a vida…

Deus se faz presente na vida de todo ser humano e de todas as formas deixa-nos sentir seu amor e desejo de nos salvar. A palavra ADVENTO é de origem latina e quer dizer CHEGADA. É o tempo em que os cristãos se preparam para a vinda de Jesus Cristo. O tempo do advento abrange quatro semanas antes do Natal.

Atualmente há uma grande preocupação em reavivar este costume muito significativo e de grande ajuda para vivermos este tempo. A coroa ou a grinalda do Advento é o primeiro anúncio do Natal. É um círculo de folhagens verdes, sua forma simboliza a eternidade e sua cor representa a esperança e a vida. Vem entrelaçado por uma fita vermelha, símbolo tanto do amor de Deus por nós como também de nosso amor que aguarda com ansiedade o nascimento do Filho de Deus.

No centro do círculo se colocam as quatro velas para se acender uma a cada domingo do Advento. A luz das velas simboliza a nossa fé e nos leva a oração, elas simbolizam as quatro manisfestações de Cristo:
1° Encarnação, Jesus Histotico;

2° Jesus nos pobres e necessitados;

3° Jesus nos Sacramentos;

4° Parusia: Segunda vinda de Jesus.


No Natal se pode adicionar uma quinta vela branca, até o término do tempo natalino e, se quisermos, podemos por a imagem do Menino Jesus junto à coroa: temos que nos atentar, porém, que o Natal é mais importante do que a espera do Advento.

Essa coroa é originária dos países nórdicos (países escandinavos, Alemanha), a qual contém raízes simbólicas universais: a luz como salvação, o verde como vida e o formato redondo como eternidade.

Simbolismos esses que se tornaram muito adequados ao mistério natalino cristão, e que por isso, adentraram facilmente nos países sulinos. Visto que se convertera rapidamente em mais um elemento de pedagogia cristã para expressarmos a espera de Jesus como Luz e Vida, em conjunto com outros símbolos, certamente mais importantes, como são as leituras bíblicas, os textos de oração e o repertório de cantos.

O comércio e o sistema deste mundo fazem questão de esquecer o verdadeiro sentido do Natal e nós podemos cair nessa, mas é possível dar presente e celebrar o verdadeiro sentido: O Menino Jesus é o nosso grande presente!

Sugestão: você pode fazer uma coroa do Advento em sua casa e celebrar com sua família à luz da nossa fé a chegada de Jesus Cristo nosso Salvador. E a cada Domingo ir acendendo as velas, convidando seus familiares para rezar.

Oração: Senhor Jesus celebrar o teu Natal é fazer da minha vida, da minha casa um lugar de eternidade e salvação. Que a Tua luz brilhe em cada coração. Acendendo cada vela desta coroa do Advento queremos acender a esperança, o amor, a fraternidade e a Salvação que é o grande presente que queremos dar a todos que amamos através do menino Jesus que vai nascer em nossa família.

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segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

QUE DIA DEVEMOS MONTAR A ÁVORE DE NATAL

Deve-se montar a árvore de Natal no Primeiro Domingo do Tempo do Advento.
A decoração natalina deve ser desmontada no Dia de Reis, em 6 de janeiro
Um dos grandes símbolos do período natalino, a árvore de Natal simboliza, segundo a tradição da Igreja Católica, a vida. Mas, em meio a dias de expectativa para a chegada das festas de fim de ano, qual o dia adequado para montar a árvore?
De acordo com o padre Gustavo Haas, assessor de liturgia da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), a árvore deve começar a ser montada no Primeiro Domingo do Tempo do Advento , quando se inicia o tempo do advento para a Igreja. Vale lembrar ainda que a árvore não deve ser montada toda de uma vez: o ideal é acrescentar enfeites e adereços aos poucos, durante as quatro semanas do advento, que é, para os católicos, tempo de preparação.
“Durante o Natal, no Hemisfério Norte, todas as árvores perdem as folhas, com exceção do pinheiro. Por isso, a árvore se tornou símbolo da vida, celebrada no Natal com o nascimento do menino Jesus”, diz Haas.
De acordo com o religioso, a preparação da árvore deve ser intensificada durante a última semana que antecede o Natal. “Até o Segundo Domingo do Tempo do Advento , tudo ainda é muito sóbrio, mesmo nas leituras feitas nas missas do advento. É só a partir do Terceiro Domingo do Tempo do Advento que a Bíblia começa a falar do nascimento de Jesus, e se inicia um momento de maior expectativa. Esse é o momento, portanto, de intensificar a decoração da árvore”, afirma.

Hora de desmontar
Tradicionalmente, o dia de desmontar a árvore de Natal, o presépio e toda a decoração natalina é 6 de janeiro, o Dia de Reis. “É nesse dia que três magos, pessoas sábias, encontram o menino Jesus e ele é então revelado a todas as nações. Termina então o tempo de Natal, o tempo de expectativa, e começa o tempo comum para a Igreja”, afirma Haas.

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Crisma 2009








D. Fr. Alano Maria Pena OP (Arcebispo Metropolitano de Niterói) crismou vários Crismandos neste domingo (06/12/06)

domingo, 6 de dezembro de 2009

2° DOMINGO DO ADVENTO


Nesse segundo domingo do Advento, João Batista aparece como uma VOZ NO DESERTO, fazendo um forte apelo à CONVERSÃO, para preparar o "Caminho do Senhor". É o grande pregador do Advento, que ainda hoje nos ensina a preparar o Caminho de Jesus para o Natal.


A 1ª Leitura anuncia o "Caminho" de um novo "Êxodo". (Br 5,1-9) Ao povo sofrido no exílio, o Profeta Baruc dirige uma profecia cheia de esperança e vibrante alegria: o próprio Deus preparará o caminho do regresso: "Abaixará os montes, encherá os vales, aplainará o chão, a fim de que Israel caminhe com segurança."


Na 2ª Leitura Paulo lembra os filipenses, que o Senhor vem e sua proposta de salvação chega a todos os povos se assumimos o compromisso missionário e se a caridade entre nós for uma realidade viva. (Fl 1,4-6.8-11). Somos uma Comunidade "a caminho" que acolhe o Senhor que vem.


O Evangelho apresenta João Batista, convidando a preparar o Caminho do Senhor. (Lc 3.1-6) João Batista é "a Voz que clama no deserto", preparando o coração dos homens para acolher o Messias.

O anúncio de João Batista é um apelo a conversão: "Preparai o caminho do Senhor, endireitai suas veredas...todo vale será aterrado, toda montanha e colina serão rebaixados..."

Esse processo de conversão é um verdadeiro êxodo, que nos transportará da terra da opressão para a terra nova da liberdade, da graça e da paz. Só quem aceita percorrer esse "caminho" experimentará a "salvação de Deus". Também é um anúncio de esperança: "Todos verão a salvação de Deus..." A salvação é oferecida para todos os homens, também para nós.


Rachel Malavolti

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Tu és a nossa vida eterna, grande e extraordinário Senhor, Deus todo-poderoso, Salvador misericordioso.
Os poetas e os trovadores, os menestréis e os seresteiros de todos os tempos e lugares, ninguém ainda encontrou a palavra, a nota, o poema para definir, exprimir, sequer para se aproximar da imensidão do amor de Deus, sequer para reverenciar a realeza de Cristo Jesus.Nossa alma volta-se para Ele num interminável movimento de atração, sedução, entrega. Assusta-nos ser tão amados e corresponder ainda tão pouco, talvez porque ainda pouco compreendemos o sentido de misericórdia: compaixão a favor de alguém. O Senhor está sempre a nosso favor.

domingo, 29 de novembro de 2009




1º DOMINGO DO ADVENTO

Com este primeiro domingo do Advento iniciamos mais um ano Litúrgico. Este ano litúrgico é chamado de ano C. Durante este ano nós refletiremos o Evangelho de Lucas, o evangelista considerado como o portador da manifestação da bondade de Deus e de seu amor pela humanidade. São Lucas é o evangelista que relata a vida dos pobres, dos pecadores, dos pagãos e dos valores humanísticos, como também, relata e exalta as mulheres, especialmente a Bem Aventurada Virgem Maria, Mãe de Deus e nossa Mãe. Jesus é colocado por Lucas como Messias, como Mestre, mas, também, como Fiel, que veio ao mundo para servir a humanidade, como modelo e luzeiro de nossa caminhada de fé e de esperança neste peregrinar rumo ao Absoluto.

O ANO LITÚRGICO está centralizado em duas grandes festas:
Natal e Páscoa. E cada uma delas com 3 momentos:
- de preparação: Advento e Quaresma.
- de celebração: do Natal à Epifania; da Páscoa ao Pentecostes.
- de prolongamento: os domingos do tempo comum.

Hoje iniciamos as quatro semanas do ADVENTO. O ADVENTO é um momento de espera e esperança, em que celebramos: Um fato passado: A Vinda histórica de Cristo, prometida a Abraão, lembrada pelos profetas, esperada pelo povo, realizada em Belém. Um fato presente: Vinda de Jesus presente na sua Igreja: Cristo continua a vir: na Palavra, na Eucaristia, nos irmãos. Um fato futuro: É a segunda vinda no fim do mundo.

As leituras acenam para um novo tempo, marcado pela esperança e pela alegria:
Na 1a Leitura, damos um olhar para o PASSADO. (Jr 33,14-16). Após um longo exílio, o Povo, cansado e abatido, retorna para a sua terra, mas encontra tudo destruído, precisa recomeçar tudo de novo. O profeta Jeremias proclama a chegada de dias melhores. Surgirá um descendente de Davi, que assegurará a paz e a salvação. Recordando as promessas de Deus, o profeta elimina a saudade do passado, elimina o medo do presente e instaura o clima da ESPERANÇA. Esse rebento esperando pelos israelitas é Jesus de Nazaré. Com ele teve início o Reino de Paz e Justiça. Contudo percebemos que a construção desse mundo novo não foi concluída com o nascimento de Cristo. Exige ainda muito tempo e de nosso empenho e colaboração.

Na 2a Leitura, damos um olhar para o PRESENTE. (1 Ts 3,12-4,2). São Paulo lembra à comunidade de Tessalônica que a melhor maneira de esperar a vinda do Senhor Jesus é crescer no amor recíproco. Sem esse amor, torna-se vazio o Advento e o próprio Natal.

No Evangelho, damos um olhar para o FUTURO. (Lc 21,25-28.34-36). Estamos nos últimos dias da vida terrena de Jesus. Ele anuncia tempos difíceis de sofrimento e perseguição. O texto, numa linguagem apocalíptica, fala da segunda vinda de Cristo. Os "sinais" catastróficos apresentados, não são um quadro do "fim do mundo"; são imagens utilizadas pelos profetas para falar do "dia do Senhor", quando Ele vai intervir na história para libertar o seu Povo. O quadro visa reavivar a ESPERANÇA pelo novo dia que surgirá e motivar a VIGILÂNCIA para reconhecer e acolher o Senhor que vem.
A Palavra de Deus nos garante: a Salvação de Deus vai tornar-se realidade. Mas a salvação não é uma realidade que deva ser esperada de braços cruzados. É preciso “estar atento” a essa salvação que nos é oferecida e aceitá-la. É necessário reconhecer Jesus que vem nos sinais da história, no rosto dos irmãos, nos apelos dos que sofrem e que buscam a libertação. É preciso ter a vontade e a liberdade de acolher o dom de Jesus, deixar que ele nos transforme o coração e se faça vida nos nossos gestos e palavras. É preciso ter presente, que este mundo novo está permanentemente a fazer-se e depende do nosso testemunho.

O verdadeiro Natal é vivido num Clima de Esperança. Advento é participar de uma espera profunda de todos os homens pela vinda de Deus. "De cabeça erguida..." apesar dos problemas que nos cercam. De Vigilância para perceber os sinais da presença de Deus entre nós. Jesus adverte a um Perigo: "Não fiquem insensíveis por causa da gula, da embriaguez e das preocupações da vida..." De Oração: na Comunidade: com a liturgia do Advento e nas famílias: com a Novena do Natal em família. De Conversão: Acolher: preparar o nosso presépio, o coração. O Natal será realmente cristão, se Cristo tiver lugar em nosso coração. Caso contrário, a sua vinda será inútil. Vamos remover de nossa vida toda bagagem inútil que possa impedir os nossos passos para Cristo. Como há dois mil anos em Belém, Ele ainda hoje continua buscando um lugar em nossa casa, em nosso coração.
Rachel Malavolti
Tu és toda a nossa doçura.
És suavidade, Senhor.Bálsamo e perfume.Silêncio e fogo.Doçura, toda a nossa doçura. Tudo o que me identifica como ser, de meu pensamento a meu ínfimo gesto, de meus afetos a meu respirar, tudo se envolve na tua doçura. Não como um poema, pois Tu és a poesia do universo; não como um devaneio, pois Tu és certeza e segurança; não como uma melodia, pois Tu és a própria música a pulsar na sinfonia do criado.Tu és doçura e bondade infinitas.
Tu és a nossa caridade.
Por que procurar ser bom, fazer o bem, apesar de tudo convidar ao egoísmo, ao prazer, ao individualismo?Resposta única: porque Deus é bom. E não se pode se aproximar dele em linha reta: o caminho que leva a Deus passa pela casa dos irmãos, pelas pontes trincadas, pelas oficinas e escritórios, bancos, escolas e hospitais. É o caminho da caridade. E nós não o inventamos por nós mesmos, mas insuflados pelo Espírito de Deus.Nossa caridade tem fundamento e destino: engendra-se em Cristo Jesus, dele se sustenta e para ele conduz.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Tu és a nossa fé.
É a fé dom e virtude. Dom que é dado por Deus; virtude que a nós compete cultivar, mas que não frutifica senão por Ele e nele.Deus é a nossa fé, porque é sua razão e seu fogo, seu itinerário existencial, sua única razão, explicação e justificativa.Se a fé é a virtude que nos faz caminhar com os olhos fechados, é também a virtude que nos permite ter o coração em chamas.
Tu és o repouso.
Repousar em Deus não é anular-se, aniquilar-se, desaparecer.Repousar em Deus não é fugir aos desafios e ao cansaço do dia-a-dia, tampouco refugiar-se num imaginário e conveniente paraíso artificial, sem problemas.Deus é o repouso, porque para Ele converge o fruto de nossos esforços, nele se desfaz a fatiga da rotina que parece sufocar os dias, dele emerge o sentido do que parece contradizer a razão. Nele podemos ser quem somos, sem defesas, sem máscaras. Na vigília de todos os tempos, Deus assegura a nossa trégua diante da verdade translúcida. Deixemo-nos recostar em seu peito.
Tu és a força.
Francisco, nesta mesma belíssima oração, já disse: “Tu és forte.”Agora, ratifica, valida, confirma a mesma idéia: “Tu és a força.”E a força que Deus é move e nutre o universo. Tal como o magma da Terra, Deus é a chama ardente, a energia vivificadora e vivificante de todo o criado.Louvado sejas, Senhor, porque tua é libertação e plenitude.
Tu és o nosso guardião e defensor.
A idéia de proteção, guarda e defesa retornam: Francisco insiste a respeito do cuidado de Deus por nós. Somos defendidos como tesouros, guardados como as pupilas de seus olhos, protegidos como filhos.Lançar-se na aventura de mergulhar na infinitude de Deus, sabendo-se, ao mesmo tempo, livre e guardado, livre e defendido, só nos pode fazer santos.Um santo não é alguém excepcional, mas alguém consciente do amor que o envolve. Gratuito e misericordioso amor.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

CELEBRANDO O TEMPO DO ADVENTO

A palavra Advento vem do latim “adventus” que significa chegada, vinda. É o tempo de preparação para a solenidade do nascimento de Jesus Cristo.Esse tempo litúrgico forma o Ciclo do Natal, que se encerra com a festa do Batismo de Jesus.
A duração do Advento é de quatro semanas e se compõe de duas partes: do primeiro Domingo do Advento até o dia 16 de dezembro, destaca-se a parte escatológica, a vinda do Senhor no final dos tempos. Do dia 17 a 24 de dezembro, prepara-se a vinda de Jesus na história da vida e do mundo, que é seu Natal.
Nas celebrações, a cor litúrgica é roxa, lembrando o convite de João Batista, que pede conversão, mudanças profundas na nossa vida: ”Preparem o caminho do Senhor, endireitem suas estradas.” (Lucas 3,4-6) As leituras bíblicas deste tempo apresentam a figura de Isaías, João Batista e Maria que são os modelos para nos preparar a vinda do Senhor.
Dentro da teologia e espiritualidade do Advento, os textos bíblicos falam da dupla vinda de Cristo: a primeira, no Natal, e a segunda, na Parusia, o fim dos tempos. A vinda de Cristo é esperada pela Igreja com oração e vigilância: “Vem, Senhor Jesus”, como São Paulo nos fala.
O Advento é tempo de oração da Igreja, que ora e suplica para que Cristo seja conhecido entre todos os povos, seja sinal de esperança e sinal de salvação para todos num mundo marcado por guerras, violências, divisões, incredulidades, soberba, auto-suficiência. O Advento é um tempo de espiritualidade que deve nos comprometer na tarefa pela construção de “novos céus e novas terras”.
A Igreja nos exorta a vivermos em vigília e oração, para que esse tempo da graça seja proveitoso para nós, realizando-se o que reza a Liturgia: “Ó céus, que chova sobre nós, que suas nuvens derramem a justiça. Abra-se a terra e brote para nós a salvação.”

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segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Tu és o nosso protetor.

São Francisco não se cansa de repetir os atributos de Deus, como o apaixonado que não cessa de declarar seu amor, fazendo-o com tanta sinceridade que parece sempre a primeira vez.

Deus é nosso protetor e, em nossa pequena compreensão, isso significa ser quem nos defende, ampara, sustenta, protege, cuida de nossa segurança, incentiva.

Assim podemos compreender em nossa limitação e falar com nossas palavras. Talvez, bastasse apenas entender com o coração e o espírito livres e abertos que somos dele e que Ele é nosso.

domingo, 22 de novembro de 2009

SENTIDO DA FESTA DE CRISTO REI

A festa de Cristo Rei, instituída por Pio XI em 1925, tinha uma finalidade político-religiosa de mostrar o senhorio de Jesus sobre o mundo, acima das situações de ateísmo e falta de religião. Esta festa foi colocada, na reforma litúrgica, no final do ano litúrgico para dar a perceber que Cristo é o centro do universo e para Ele tudo conflui. Instituiu que fosse celebrada no último domingo de outubro. Agora, na reforma litúrgica passou ao último domingo do ano litúrgico como ponto de chegada de todo o mistério celebrado, para dar a entender que Ele é o fim para o qual se dirigem todas as coisas.

Cristo, diante de Pilatos se declara rei da verdade. Ele conhece toda a verdade, por isso dá por ela a vida. A verdade é o desígnio do Pai de implantar no mundo o reino da misericórdia amorosa.

Todo o povo de Deus é sacerdotal, isto é, está unido a Cristo para a transformação do mundo em um mundo que sirva a Deus no culto verdadeiro que procede de um coração que ama.

fonte: www.catequisar.com.br

JESUS CRISTO, REI DO UNIVERSO

Chegamos, enfim, ao término do tempo litúrgico chamado Tempo Comum. Neste último Domingo do Ano Litúrgico, concluímos a caminhada como "discípulos" proclamando Cristo, Rei do Universo. Com está solenidade queremos dizer que Jesus Cristo é nosso Rei. Ele nos governa com sabedoria e amor, conduzindo-nos ao bem e a justiça. Quem O segue conhece a verdade que vem do Pai e dá sentido novo à sua vida.

A 1ª Leitura anuncia um "Filho do Homem", vindo do céu para instaurar um REINO sem fim. (Dn 7,13-14) Daniel, numa linguagem apocalíptica, anima as comunidades à resistência. Numa visão noturna, Daniel, contempla quatro animais (reinos opressores), saindo do mar (símbolo do mal) e vê no céu um Ancião (Deus) que confia ao "Filho do homem" o poder, a glória e o REINO. A profecia se realiza plenamente com a vinda de Jesus. Esse Reino, não obstante as perseguições, jamais terá fim. É verdade que esse reino ainda hoje não se tornou uma realidade plena; contudo, o Reino proposto por Jesus já está presente na vida do mundo, como uma semente a crescer ou como o fermento a levedar a massa. Compete a nós, discípulos de Jesus, fazer com que esse Reino seja uma realidade bem viva e atuante em nosso mundo.


A 2a Leitura lembra que Cristo é o "Príncipe dos reis da terra" que virá cheio de poder, de glória e majestade para instaurar um REINO definitivo de felicidade, de vida e de paz. (Ap 1, 5-8)


No Evangelho, Jesus confirma a sua Realeza. (Jo 18, 33b-37) Durante toda a vida pública, Jesus teve muito cuidado para não dar uma interpretação política à sua missão. Várias vezes querem fazê-lo rei, mas ele sempre se esquiva. Próximo da sua Paixão sozinho, abandonado até pelos amigos, sem exército que pudesse vir a defendê-lo, no tribunal diante de Pilatos que lhe pergunta: "Tu és o Rei dos Judeus?" Jesus confirma a sua Realeza e define o sentido do seu Reinado: "Eu sou REI. Mas o meu Reino não é desse mundo...". "Para isso nasci e para isso vim ao mundo. Para dar testemunho da Verdade. E todo aquele que é da Verdade, ouve a minha voz..."


Um Rei que veio para servir e salvar. Um soberano capaz de aceitar uma coroa de espinhos. Um Rei cujo trono foi uma cruz no alto de um monte. Cruz que se tornou símbolo de vitória para nós. Esse Reino cresce onde se manifesta a atitude de serviço, a doação generosa em favor dos irmãos, onde cresce o respeito pelos outros, o diálogo, o perdão, a solidariedade, a justiça, o amor. A Liturgia explicita o tipo de Reino que Jesus veio trazer:"Reino da VERDADE e da VIDA, Reino da SANTIDADE e da GRAÇA, Reino da JUSTIÇA, do AMOR e da PAZ."


Jesus nos convida a fazer parte desse Reino e a trabalhar para que esse Reino aconteça na vida de todos. Somos mensageiros desse Reino, na família, na rua, na sociedade, no local de trabalho.


Rachel Malavolti


Tu és a suavidade.

Se a nossos limitados sentidos se impõe uma comparação para definir a suavidade de Deus, pensemos, pois, que Ele é suave como a brisa que suspira docemente, suave como a primeira luz que chama o dia, suave como a cantilena dos ventos a tremular sobre o mar calmo, suave como a dança do espírito de Deus no respirar das criancinhas.

Deus é suave como a palavra de amor que não precisa ser dita, mas que se adivinha pelas entranhas, por todos os sentidos e enche a vida de Vida.


www.fatima.com.br

Tu és todo o nosso tesouro exuberante.

Nossos olhos só viram tesouros de fantasia, imagens virtuais, impalpáveis. Ouro de latão, diamantes de vidro, jóias de brinquedo. Tudo que se quebra, que mofa, que enferruja, que desbota.

Deus é nosso tesouro. Mais exuberante que o mais puro ouro, mais precioso que a mais preciosa pedra, mais excepcionalmente belo que as jóias mais elegantes e raras. Inimaginável e inconcebível tesouro que cabe na arca de nosso coração.

1ª EUCARISTIA







sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Tu és a nossa temperança.

Por que se controlar, por que não ser “sincero” e agir conforme o impulso, a emoção, a paixão? Por que não fazer sempre a minha vontade e à minha maneira? Acaso não seria eu livre?

É, precisamente, porque sou livre que posso e devo ser temperante. Do contrário, seria escravo de meus impulsos, de minhas emoções. Do contrário, meu senhor seria meu instável temperamento.

E meu Senhor é Cristo Jesus, nossa temperança, nossa humanidade nos traços de Deus.

fonte: www.fatima.com.br

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Tu és a nossa justiça.

Mais do que ser a justiça, Cristo Rei é a nossa justiça.

Isso o torna o nosso critério e a nossa escolha. Isso nos redimensiona na história, visto que Ele nos justifica, nos aponta caminhos e nos guarda nos seus, mas não nos tira os desafios.

Sendo Cristo nossa justiça, sabemos que nosso julgamento será sobre o amor; sobre a justiça vivida, não sobre a justiça sonhada, idealizada, falada...

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Tu és a nossa esperança.

Virtude forte é a esperança.

É a esperança como uma candeia no meio da noite densa, como uma rocha no meio da tempestade, como um farol no mar incerto, como uma âncora para o barco perdido no nevoeiro.

É a esperança que nos faz ver Deus no invisível e o torna concreto e palpável. É a esperança que nos ampara junto ao leito dos doentes, que nos estimula sobre o microscópio em busca de respostas, que nos faz mudar os planos e cruzar as fronteiras.

Atrás da virtude, está seu cerne: Deus é a nossa esperança.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Tu és a alegria e a felicidade.

Queremos a felicidade e buscamos nos alegrar, como uma meta para a vida e para os momentos. Mas a felicidade não exige a alegria, mas a faz nascer; a alegria não revela a felicidade, mas estimula seu crescimento. A alegria brota nos gestos, no rosto, na fala; a felicidade circula na alma, nos anos, na vida toda.

Em Deus se encontra a felicidade e desse encontro com Ele, pulsa a alegria. Uma alegria que não precisa de motivo, porque a festa acontece no coração por Ele amado.

Lc 18,35-43

"Que queres que eu faça por ti? O cego respondeu: Senhor, eu quero enxergar de novo. Jesus disse: Enxerga, pois, de novo. A tua fé te salvou." Lc 18,41-42
A fé em Jesus faz com que o cego se liberte de sua cegueira e veja Jesus com novos olhos, passando a seguir-lo. Cristo nunca deixou de ouvir o clamor dos que o procuram. Jesus quer que perseveremos na oração, pois a eficácia da oração não depende das palavras que empregamos, mas sim do espírito e fervor com que a realizamos. Enfim, para não ser cego de Deus, é preciso ser puro de coração.
Rachel Malavolti

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Tu és o repouso.

Nossos dias correm ao sabor de uma velocidade que não escolhemos. Parece que nos deixamos levar pelas turbulências de um vôo que dá voltas ao redor de nada. Estamos quase sempre cansados, reclamando de uma fadiga que se instala no corpo, se aloja na mente e se infiltra no espírito. Talvez fosse bom pensarmos onde colocamos o nosso tesouro, para ver se ali está também o nosso coração.

Diante disso, Deus nos oferece seu regaço, para ser o nosso repouso.

domingo, 15 de novembro de 2009

33° DOMINGO DO TEMPO COMUM


Estamos no penúltimo domingo do Ano Litúrgico. A Liturgia nos fala do fim do mundo e da sua história. No domingo próximo celebraremos a festa de Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo. Na semana seguinte, depois das comemorações alusivas ao Senhorio do Redentor do gênero humano, iniciamos o tempo especial de preparação do Advento na doce e festiva esperança do Nascimento do Salvador, o Menino Jesus. É um convite à ESPERANÇA: O Deus Libertador vai mudar a noite do mundo numa aurora de vida sem fim. As Leituras bíblicas, numa linguagem apocalíptica, nos estimulam a descobrir, os sinais desse mundo novo, que está nascendo das cinzas do reino do mal.


A Linguagem apocalíptica é um modo alternativo de falar, bem compreendido pelo povo de então. Usa imagens fortes e misteriosas, cheias de elementos simbólicos. Mas o importante não são as imagens, mas o conteúdo que querem revelar. Não pretende adivinhar o futuro, mas falar da realidade atual do povo. Não pretende assustar, mas animar o povo em momentos difíceis.


Na 1a leitura, encontramos o Apocalipse de Daniel. (Dn 12,1-3) O Povo judeu se encontrava oprimido sob a dominação dos gregos. Muitos judeus, apavorados pela perseguição, abandonavam até a fé. Deus enviou o seu anjo Miguel como defensor dos que se mantiveram fiéis no caminho de Deus. O objetivo desse livro era animar o povo a resistir diante dos opressores e lembrar que a vitória final será dos justos que perseverarem fiéis. É a primeira profissão de fé na RESSURREIÇÃO, que se encontra na Bíblia. Esse texto está em conexão com o evangelho de hoje, que nos fala da 2a vinda de Cristo e prefigura a vinda de Cristo libertador.


A 2ª Leitura apresenta a oferta perfeita de Cristo, que nos libertou do pecado e nos inseriu numa dinâmica de vida eterna. É o caminho do mundo novo e da vida definitiva. (Hb 10,11-14.18)


No Evangelho, temos o Apocalipse de Marcos. (Mc 13, 24-32) Na época em que Marcos escreveu o seu evangelho, as comunidades cristãs estavam agitadas e assustadas por causa de guerras e calamidades, como a destruição do templo, no ano 70 dC. Para tranqüilizar os cristãos, o autor usa uma linguagem apocalíptica, descrevendo a catástrofe do sol e das estrelas e o aparecimento do Filho do homem sobre as nuvens para julgar os bons e os maus.


Esse "Discurso escatológico" de Cristo é o último antes da Paixão. Jesus anuncia a destruição de Jerusalém e o começo de uma nova era, com a sua vinda gloriosa após a ressurreição. Não é uma reportagem, mas uma CATEQUESE sobre o fim dos tempos. A Intenção não era assustar, mas conduzir a comunidade a discernir os fatos catastróficos e o futuro da comunidade cristã dentro da História. Não deviam ver como o fim do mundo, mas o início de um mundo novo. Portanto, não deviam dar ouvidos a pessoas que anunciavam o fim do mundo.Pelo contrário, deviam ver nos sofrimentos sinais de vida: como dores de parto, que prenunciavam o nascimento de uma nova vida.


A narrativa do Evangelho de hoje está mais interessada em apresentar o lado positivo do fim dos tempos. É a esperança da vitória e da salvação, isto é, a presença gloriosa e poderosa de Jesus no fim dos tempos.


Que possamos abrir os olhos da alma e perceber que o Senhor nos oferece incontáveis graças para nos aproximarmos dEle, de forma que isso seja uma preparação para o encontro definitivo no céu. Isto deve ressoar nos ouvidos de nossa alma ao longo dos dias, das semanas, dos meses: Deus está perto e vem. Não amanhã. Hoje! Não se trata de um Deus que vive afastado de nós. É o Deus que está agora em nossa porta. É um Pai que está esperando que lhe abramos, que nunca deixa de pensar em nós. Abriremos para Ele?

Rachel Malavolti


Tu és a segurança.

Pensando com frieza, vivemos na insegurança: inseguros quanto à nossa saúde, ao emprego, à aposentadoria, à confiabilidade das instituições, às relações, ao futuro do meio ambiente... acumulam-se inseguranças que tentamos evitar e prever a todo custo.

Imutável e fiel em relação a nós, apenas Deus.

A segurança que Ele oferece transcende o âmbito físico, mas não o ignora e o protege. Ele não nos oferece um plano de saúde, nem um seguro de vida, mas nos dá um plano de amor e a segurança e o sentido da vida.

Deus bom e fel.

sábado, 14 de novembro de 2009

Lc 18,1-8

"Por acaso não fará Deus justiça aos seus escolhidos, que estão clamando por ele dia e noite? Porventura tardará em socorrê-los?" Lc 18,7
A parábola da viúva que importuna o juiz vai de encontro a uma das qualidades da oração: a constância.Como a viúva não desanimou com a demora do juiz, nós também não devemos desanimar quando Deus parece tardar em atender nossos pedidos. Um dos melhores modos de encontrar o amor infinito de Deus é a frequência no trato com Ele. É necessário orar sempre, sem cansar, com paciência, com confiança e perseverança, com a garantia de que Deus ouve as súplicas do homem. Temos que pedir com persistência e sinceridade, pedindo o que realmente esteja de acordo com Sua vontade. Essa perseverança é o que produz o fruto. Temos que pedir como filhos que confiam em nosso Pai. Temos que rezar muito, conscientes de que Deus pode tudo e de que sem Ele nada podemos. Jesus mesmo nos disse que se rezarmos assim, então, Ele será “obrigado” a nos dar o que pedimos em uma oração com essas características.
Rachel Malavolti

Lc 17,26-37

"Quem procura ganhar a sua vida vai perdê-la; e quem a perde vai conservá-la." Lc 17,33
O que Jesus tenta dizer é que nossa vida de todos os dias (comer, beber, comprar, vender, casar, trabalhar...) deve ser vivida com um olhar na eternidade; que já está presente em nossas ações cotidianas; e que deveríamos aprender a ser consistentes em relação a isso. A salvação de cada homem é dada em sua história pessoal. A mensagem de hoje é enfatizada no convite de estarmos sempre preparados para o encontro com Deus. A Eucaristia é a grande preparação para o banquete do Reino.
Rachel Malavolti

Lc 17,20-25

" Nem se poderá dizer: Está aqui ou Está ali, porque o Reino de Deus está entre vós. Lc 17,21
Não fiquemos a imaginar como é o Reino de Deus mas procuremo-lo entre nós. Jesus afirma a existência presente do Reino de Deus entre todos, pela vivência do amor e não pelas observâncias da Lei. A própria Igreja é um sinal efectivo de sua presença concreta e comunitária. Alguns requisitos fundamentais para fazermos parte deste reino é obediência total á vontade de Deus e a consciência da dependência que temos d'Ele. Nós não faremos parte deste reino apenas no fim dos tempos ou quando morremos. O Reino dos Céus está disponível a qualquer pessoa neste momento.
Rachel Malavolti

Lc 17,11-19

"Um deles, ao perceber que estava curado, voltou glorificando a Deus em altar voz; atirou-se aos pés de Jesus, com o rosto por terra, e lhe agradeceu. e este era um samaritano." Lc 17,15-16
O Evangelho põe diante de nós algumas atitudes. A Primeira é a de Jesus. Apesar da lepra ser considerada como enfermidade terrível, Ele não teve medo dos leprosos, Sua compaixão por esses homens foi mais forte. A Segunda atitude, foi a dos leprosos. Jesus os ordena que se apresentem aos sacerdotes e eles obedecem. Com isso, Jesus se submete as exigência da lei judaica. Entretanto, faltou-lhes algo: o agradecimento sincero de coração após serem curados. A última atitude a observarmos foi a do samaritano que foi o único a retornar e agradecer a Jesus. É importante observarmos que não é Deus que nos dá as doenças que nos afligem durante a nossa caminhada na terra. Ele só quer o nosso bem; Deus é amor e o amor é a essência do bem e, portanto, jamais comungará com a maldade com o erro, com a desgraça, com o castigo ou qualquer ato que contradiga as suas qualidades.
Rachel Malavolti