Pastoral da Comunicação

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Somos a PAStoral da COMuniçação da Paróquia Nossa Senhora de Fátima em Unamar. Responsáveis por esse blog, temos a missão de manter a comunidade informada sobre os eventos ocorridos em todas as 14 capelas que constituem nossa paróquia! Esperamos que, com a intercessão de São Francisco Salles, possamos cumprir nossa missão e evangelizar através da comunicação!

sábado, 8 de outubro de 2011

Lc 11,27-28

Vede se aquilo que eu digo não é verdade. Enquanto o Senhor caminhava, seguido pela multidão e realizando milagres divinos, uma mulher exclamou: «Felizes as entranhas que Te trouxeram e os seios que Te amamentaram!» E que replicou o Senhor, para evitar que a tónica da felicidade fosse colocada na carne? «Felizes, antes, os que escutam a Palavra de Deus e a põem em prática!» Ou seja, Maria também é feliz porque escutou a palavra de Deus e a pôs em prática; mais do que guardar a carne no seu seio, guardou a verdade na sua alma. A Verdade é Cristo; a carne é Cristo. A verdade é Cristo na alma de Maria; a carne é Cristo no seio de Maria. Aquilo que está na alma é mais do que o que está no seio.

Ouvir a Palavra e pô-la em prática é a bem-aventurança da inserção no Reino. No âmbito familiar o amor à vida manifesta-se com os cuidados com a alimentação e a saúde, com a moradia saudável, com o conforto e a alegria, com a educação. O colocar em prática as palavras de Jesus significa assumir a missão de transformar este amor em amor universal, no cultivo da vida entre os pobres excluídos e humilhados. São muitos os bem-aventurados que, humildemente, se comprometem com esta missão, fazendo dos pobres sua própria família.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Lc 1,26-38

No dia de hoje, celebramos a Festa de Nossa Senhora do Rosário. A Igreja nos leva a meditar no cumprimento da profecia de Is 7,14, na qual Cristo nasceria de uma virgem. Seis meses depois de Isabel ter engravidado, o anjo Gabriel apresentou-se a Maria em Nazaré e anunciou o propósito divino em conceber o Filho de Deus no ventre da Virgem Santíssima. Ele anunciou que se lhe daria o trono de Davi e que esse reino seria eterno, cumprindo assim a profecia de Cristo.


Maria, ao aceitar o desafio do Senhor, também aceitou o perigo da sociedade em apedrejá-la por adultério, por estar comprometida com José. Outro risco que tinha de enfrentar era a ruptura do seu casamento quando José soubesse dessa situação. No entanto, Maria preferiu fazer a vontade de Deus a agradar a homens, ainda que lhe custasse tudo. Um grande exemplo para nós! Também lhe é anunciado que sua parenta Isabel havia concebido em sua velhice e que já era o sexto mês para aquela que era considerada estéril, porque nada é impossível para Deus.


O nascimento virginal é uma doutrina cristã fundamental, que aparece no Credo dos cristãos desde muitos séculos atrás. Pelo nascimento virginal, por obra do Espírito Santo, Jesus Cristo não teve pecado original e, por isso, foi capaz de oferecer um sacrifício perfeito para salvar a humanidade, porque só os homens livres podem salvar os condenados. Só o Homem celeste pode santificar o homem da terra.


Que com Maria, a Mãe de Deus e, sobretudo, com o seu “sim”, a nossa atenção se volte para Jesus e com Ele percorramos a trajetória de Sua vida: nascimento, ministério, Paixão e ressurreição.


O Rosário está intimamente associado aos evangelhos, para que, com sua reza, sejamos estimulados a um conhecimento cada vez mais profundo de Jesus e aderirmos e nos comprometermos com o seu projeto de libertação e vida.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Lc 11,5-13

Hoje, Jesus dá ênfase à importância da fé na oração feita com persistência, conforme aparece claramente na parábola do amigo à meia-noite.

Nesta parábola, um homem é surpreendido na calada da noite por um hóspede inesperado e está embaraçado por não ter nada para alimentá-lo. Para cumprir esta exigência da hospitalidade do Oriente Médio, ele vai ao seu amigo vizinho, à meia-noite, pedindo três pães. A resposta é abrupta e insensível: “Não me importunes; a porta já está fechada e os meus filhos comigo também já estão deitados. Não posso levantar-me para tos dar”.


A moral da história é que a “persistência” ou a “falta de acanhamento” do hospedeiro embaraçado atingiu seu objetivo numa situação em que os laços de amizade e afinidade mostraram-se ineficazes. Portanto, a aplicação da parábola é para encorajar a persistência e a fé esperançosa na oração. “Pedi, e dar-se-vos-á; buscai, e achareis; batei, e abrir-se-vos-á. Pois todo o que pede recebe; o que busca encontra; e a quem bate, abrir-se-lhe-á”.


É importante reconhecer que esta parábola é simplesmente ilustrativa, pois Deus não é certamente um amigo insensível e de má vontade. Ele não nos vê como vizinhos importunos, desavergonhados. O argumento, então, raciocina do menor para o maior, do pior para o melhor.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Lc 11,1-4

Hoje vemos como um dos discípulos lhe diz a Jesus: «Senhor, ensina-nos a orar, como também João ensinou a seus discípulos» (Lc 11,1). A resposta de Jesus: «Quando orardes, dizei: Pai santificado seja teu nome; venha o teu Reino; dá-nos a cada dia o pão cotidiano, e perdoa-nos os nossos pecados, pois nós também perdoamos a todo aquele que nos deve; e não nos introduzas em tentação» (Lc 11,2-4), pode ser resumida com uma frase: a correta disposição para a oração cristã é a disposição de uma criança diante do seu pai.

Vemos em seguida que a oração, segundo Jesus, é um trato do tipo pai-filho. Isto é, um assunto familiar baseado em uma relação de familiaridade e amor. A imagem de Deus como pai nos fala de uma relação baseada no afeto e na intimidade, e não no de poder e autoridade.

Rezar como cristãos supõe em uma situação onde vemos a Deus como pai e lhe falamos, como seus filhos: Orar é falar com Deus.

A oração ao Pai comporta dois movimentos de nosso coração, na simplicidade: a acolhida da presença de Deus entre nós, em seu nome santo, e a disposição para a comunhão com os irmãos, na partilha do pão e no perdão; fica caracterizada a responsabilidade de cada um em tomar a iniciativa do perdão aos demais, com a qual se alcança também o perdão de Deus para si mesmo. No pedido final, nos apoiamos em Deus para não sermos seduzidos pelas propostas dos poderosos deste mundo, afastando-nos da solidariedade com os pobres excluídos.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Lc 10,38-42

As duas irmãs acolhem a Jesus. Querem servir bem. Só que de modos diferentes. Uma pela escuta atenta e a outra no serviço. Maria não se preocupa. Senta-se aos pés de Jesus como os discípulos no Oriente se sentam aos pés de seu mestre. Marta repreende Maria. Jesus a defende. Para Ele basta pouca coisa. E Marta deve ter percebido que, de fato, estava deixando passar uma oportunidade rara para receber os ensinamentos do mestre Jesus. E deve ter se sentado para ouvi-lo.

Todos os grandes homens e mulheres de Deus foram pessoas que dedicaram muito tempo para estar com o Senhor. Muitas vezes nos sobrecarregamos de serviço. Vivemos o dia inteiro “correndo”, resolvendo problemas. E Deus nos diz: “Pare, meu filho! Gaste um pouco mais de tempo comigo”. Quanto tempo você tem dedicado ao seu relacionamento com Deus? Devemos reservar alguns momentos do nosso dia para buscarmos ao Senhor, através da oração, do jejum, da leitura da Palavra, etc. O Senhor precisa ocupar o primeiro lugar em nossas vidas. Esse princípio não pode ser quebrado jamais!


Sejamos, ao mesmo tempo, Marta e Maria. Pois escutar a palavra é fundamental para o serviço não se torne uma atividade vazia, mas ser orientado para o cumprimento da vontade do Pai.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Lc 10,25-37

Hoje, um mestre da Lei faz a Jesus uma pergunta que talvez nos tenhamos feito mais de uma vez: «Que hei de fazer para ter como herança a vida eterna?» (Lc 10,25). Era uma pergunta feita com segundas intenções, pois queria pôr Jesus à prova. O mestre responde sabiamente o que diz a Lei, isto é, amar a Deus e ao próximo como a si mesmo (cf. Lc 10,27). A chave é amar. Se buscarmos a vida eterna, sabemos que «a fé e a esperança passarão, enquanto que o amor não passará nunca» (cf. 1Cor 13,13). Qualquer projeto de vida e qualquer espiritualidade cujo centro não seja o amor nos distancia do sentido da existência. Um ponto de referência importante é o amor a si mesmo, freqüentemente esquecido. Somente podemos amar a Deus e ao próximo desde nossa própria identidade.

O mestre da Lei vai mais longe ainda e pergunta a Jesus: «E quem é o meu próximo?» (Lc 10,29). A resposta chega através de um conto, de uma parábola, de historia curta, sem formulações teóricas complicadas, mas com um grande conteúdo. O modelo de próximo é um samaritano, quer dizer um marginado, um excluído do povo de Deus. Um sacerdote e um levita passam de longe ao ver o homem espancado e mal ferido. Os que parecem estar mais perto de Deus (o sacerdote e o levita) são os que estão mais distantes do próximo. O mestre da Lei evita pronunciar a palavra samaritano para indicar a quem se comportou como próximo do homem mal ferido e diz: «Aquele que usou de misericórdia para com ele» (Lc 10,37).


A proposta de Jesus é clara: «Vai e faze tu o mesmo». Não é a conclusão teórica do debate, e sim o convite a viver a realidade de amor, o qual é muito mais do que um sentimento etéreo, pois se trata de um comportamento que vence as descriminações sociais e que surge do coração da pessoa.

A narração de Jesus ensina que viver agora e sempre, como povo de Deus, significa demonstrar compaixão. Mesmo quando isso nos incomoda, mesmo quando desafia nossa compreensão tradicional e, até mesmo, quando nos custa algo pessoal. Isso é o que Jesus está nos dizendo: “Vá e faça o mesmo”.

domingo, 2 de outubro de 2011

ORAÇÃO MISSIONÁRIA

Senhor Jesus, cansado das viagens missionárias, sentastes junto ao poço de Jacó, e dissestes à Samaritana:Dá-me de beber. Guiai-nos às fontes da "água viva", para proclamar por toda parte a Boa Nova do Reino. Espírito Santificador, que pairáveis sobre as águas já na origem do mundo, fortalecei a Obra Missionária da Igreja, para que todos os povos cheguem à plenitude da vida. Ó Pai, por vosso Espírito de Amor, dai-nos desta "água viva" que é Jesus, para em seu nome proclamar o Evangelho com renovado ardor missionário! Amém.

27° DOMINGO DO TEMPO COMUM

Estamos no mês de Outubro, dedicado ao ROSÁRIO e às MISSÕES, com o Tema: "MISSÃO na Ecologia". A Liturgia continua o tema da VINHA, que representa Israel, o povo eleito, precursor da Igreja, o novo Povo de Deus.

Na 1ª Leitura, Isaías, com o "Cântico da Vinha", narra a História do amor de Deus e a infidelidade do seu Povo. (Is 5,1-7) É um lindo poema composto pelo profeta, talvez a partir de uma canção de vindima. Através do profeta (o trovador), Deus (o Amigo) julga seu povo (a vinha), descrevendo o amor de Deus e a resposta do Povo.

Um agricultor escolheu o terreno mais adequado, escolheu cepas da melhor qualidade, tomou todos os cuidados necessários. O sonho dele era a colheita dos FRUTOS do seu trabalho. Mas a decepção foi grande: só deu uvas azedas. Reação: Seu amor se transforma em ódio: derruba o muro de proteção, permite que os transeuntes a pisem livremente e que o inço tome conta.

Os Frutos, que o Senhor esperava, eram "o direito e a justiça", respeito pelos Mandamentos e fidelidade à Aliança. Ao invés, viu "sangue derramado" e "gritos de horror”: infidelidade, injustiça, corrupção, violência. Muitas manifestações religiosas solenes, sem uma verdadeira adesão a Deus. Daí o castigo de Deus: a invasão dos assírios e depois dos babilônios, que destruíram a vinha e deportaram os israelitas como escravos.

Na 2ª Leitura, Paulo apresenta virtudes concretas, que os cristãos devem cultivar na própria Vinha. São esses os frutos que Deus espera da sua "Vinha". (Fl 4,6-9)

No Evangelho, Jesus retoma e desenvolve o poema da VINHA. (Mt 21,33-43) Um Senhor planta uma vinha com todo o cuidado e tecnologia necessária e a confia a uns vinhateiros, conhecedores da profissão. Chega o tempo da vindima, manda buscar a colheita e vem a surpresa. Não entregam os frutos e maltratam os enviados. Não respeitam nem o próprio filho do dono. Chegam a matá-lo. A "Vinha" não será destruída, mas os trabalhadores serão substituídos.

A parábola é uma releitura da História da Salvação: ilustra a recusa de ISRAEL ao projeto de salvação de Deus. A Vinha é o Povo de Deus (Israel). O Dono é Deus, que manifestou muito amor pela sua vinha. Os vinhateiros são os líderes do povo judeu. Os enviados são os profetas o próprio Cristo "morto fora da vinha". Resultado: A "vinha" será retirada e confiada a outros trabalhadores, que ofereçam ao "Senhor" os frutos devidos e acolham o "Filho" enviado. Reação do Povo: tentam prender Jesus, pois percebem que a Parábola se refere a eles.

Quem são esses "outros", aos quais é entregue a Vinha? Somos todos nós, membros do novo Povo de Deus, a Igreja, que tem a missão de produzir seus frutos, para não frustrar as esperanças do Senhor na hora da colheita.

Ainda hoje devemos testemunhar diante do mundo, em gestos de amor, de acolhimento, de compreensão, de misericórdia, de partilha, de serviço, a realidade do Reino, que Jesus veio propor. Não podemos reduzir tudo a apenas umas práticas religiosas?

Os guardas da vinha quiseram até se transformar em "Donos". Esse perigo não pode estar presente ainda hoje em nossas comunidades? Não somos "donos", mas apenas administradores.

Deus nunca desiste de sua obra de amor e salvação! Uma Verdade consoladora, mas também um Alerta: Diante do fracasso com alguns. Deus não desiste. Mas Ele recomeça com outros. Será que Deus está satisfeito dos frutos que estamos produzindo?

Missão na ecologia! Nesse Mês missionário, somos convidados a renovar com Deus a Aliança. Que frutos estamos produzindo para a realização do Reino de Deus? Se hoje não somos missionários, não é esse um sinal de que estamos sendo maus vinhateiros. Não significa um desprezo para com a Vinha do Senhor? Nesse caso: "O Reino também nos será tirado e entregue a outros que produzam frutos".

sábado, 1 de outubro de 2011

Lc 10,17-24

Jesus nos convida à missão de levar a paz ao mundo, assim como enviou os 72 discípulos. Assim como Ele é o enviado do Pai, assim quer cada um de nós seja seu enviado. Há, portanto, uma hierarquia entre Deus, seu Pai, Ele e os discípulos.

Jesus, tendo exercido de modo pleno o poder que recebeu de seu Pai, não quis guardar para si somente esta beleza de suplantar a tudo e a todos. E então repassou este poder para os 72 discípulos. E estes ficaram protegidos. E os demônios não puderam fazer mal nenhum a eles. Ao ponto dos discípulos ficarem admirados e afirmar: “Até os demônios nos obedeciam quando, pelo poder do Nome do Senhor, nós mandávamos que saíssem das pessoas!”


Jesus ressuscitado subindo aos céus encarrega aos doze apóstolos – sob a liderança de Pedro, a responsabilidade de continuar a missão de divulgar o Reino a todos os povos. E esta missão repleta do poder que vem do Mestre continua presente na Igreja em nossos dias.


Jesus exulta de alegria no Espírito Santo pela revelação do Reino de Deus aos pequeninos e proclama a bem-aventurança daqueles que acolhem esta revelação.

OUTUBRO, MÊS DAS MISSÕES E DO ROSÁRIO


Hoje o 1º dia do mês é dedicado à patrona das missões: Santa Teresinha do Menino Jesus. Entrou muito jovem para o Carmelo de Lisieux, na França, e também muito jovem partiu para o céu, com apenas 24 anos de idade. Viveu inspirada na simplicidade e na humilde confiança no amor misericordioso de Deus. Abriu-se para a dimensão missionária da Igreja, oferecendo-se a Deus a cada dia na fidelidade e na silenciosa e alegre doação pelos apóstolos do Evangelho. O papa João Paulo II declarou-a Doutora da Igreja no ano de 1997.