Pastoral da Comunicação

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Somos a PAStoral da COMuniçação da Paróquia Nossa Senhora de Fátima em Unamar. Responsáveis por esse blog, temos a missão de manter a comunidade informada sobre os eventos ocorridos em todas as 14 capelas que constituem nossa paróquia! Esperamos que, com a intercessão de São Francisco Salles, possamos cumprir nossa missão e evangelizar através da comunicação!

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Lc 13,10-17

Santo Antonio Maria Claret

Jesus estava mais uma vez ministrando na sinagoga e entre a multidão estava uma mulher possessa de um espírito de enfermidade havia já dezoito anos; ela andava encurvada sem de modo algum poder endireitar-se. Vivia debaixo de um governo maligno. Sua enfermidade era espiritual e refletia no físico. Suas vértebras se fundiram e era impossível consertar. Hoje temos obras científicas comprovadas de que as doenças do espírito provocam descargas muito fortes na estrutura física do homem provocando todo tipo de enfermidades. Quem sabe na vida daquela mulher a falta de perdão, ressentimentos, raízes profundas de amargura, foram as brechas para o inimigo trabalhar e lançar a enfermidade? Não sabemos, pois a Palavra não nos afirma assim, mas podemos conjecturar.


Durante dezoito anos, aquela mulher encurvada estava toda semana na sinagoga, ouvindo as pregações, louvando, ofertando e sacrificando, mas sem nenhuma solução para o seu problema. Hoje, temos muitos vivendo como essa mulher: vida pessimista, encurvada, oprimida por cargas e fracassos durante anos.


O Mestre a contemplou nos últimos bancos, na ala das mulheres, sentiu compaixão pela dor daquela mulher, parou tudo e a chamou para frente, para a ala dos homens, quebrando totalmente o protocolo da tradição e, diante de todos, libertou-a de todo seu tormento.


Em seguida, os religiosos se levantaram contra a vitória daquela mulher, pois não aceitaram a cura em dia de sábado. Nunca haviam feito nada por ela em todo o decorrer dos anos, mas quando alguém fez levantaram-se contra. Jesus a defendeu. A vida é muito mais importante do que as tradições e ritos. Quem sabe, muitos têm se levantado contra a sua vitória, mas creia que Jesus, no momento certo, lhe defenderá diante de tudo e de todos. Você será justificado pelo Bom Mestre.


Talvez você, em alguma área da sua vida, esteja encurvado. Não consegue andar corretamente. Aquela mulher não levantava a cabeça, somente olhava para o chão. Ninguém conseguia ver sua face, andava escondida, cheia de complexos. Mas quando Jesus chegou, Ele mudou tudo. Quando o Senhor chega, o inferno tem que se render diante do Seu grande poder. Quando Ele chega, os inimigos têm que recuar e saírem envergonhados.


Meu irmão, minha irmã, este é o seu dia. Este é o seu momento! Levante-se, erga a cabeça e tome posse do milagre! Jesus está lhe dizendo: “Você está curada. Vá em paz”.


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domingo, 23 de outubro de 2011

30° DOMINGO DO TEMPO COMUM

Nesse Dia Mundial das Missões, a Igreja nos lembra que todo cristão deve ser missionário. A Liturgia focaliza a mensagem principal que devemos anunciar e testemunhar: maior Mandamento da LEI: o AMOR.

Jesus resume toda a LEI no Amor: Amor a Deus e aos irmãos. (Mt 22,34-40)

Os fariseus apresentam armadilhas bem montadas, destinadas a provocar afirmações polêmicas de Jesus, para poder acusá-lo e condená-lo.

Segue o confronto de Jesus com as lideranças judaicas.

Os fariseus perguntam: "Qual é o maior dos mandamentos?"

Era uma questão muito polêmica entre os líderes religiosos daquele tempo. Alguns afirmavam que o maior de todos os mandamentos era guardar o sábado. Outros diziam que todos os mandamentos tinham o mesmo valor. Ademais os judeus tinham 613 mandamentos (a maioria proibições). Era um grande emaranhado de preceitos e prescrições. Muita gente hoje tem dificuldade em recordar de cor os 10 mandamentos. Imaginem a dificuldade para lembrar e cumprir todas essas normas.

Jesus responde, buscando fundamentação em duas passagens da Bíblia: Deuteronômio: "Amarás o Senhor teu Deus com todas..." (Dt 6,5) e Levítico: "Amarás teu próximo como a ti mesmo..." (Lv 19,18)

Esses dois mandamentos já eram conhecidos, mas a originalidade deste ensinamento está em dois pontos:

- Define o Amor a Deus e ao irmão como o centro essencial da Lei;

- Unifica e equipara os dois mandamentos: "O segundo é semelhante a esse".

Esses dois mandamentos são a expressão maior da vontade de Deus. São o resumo de toda a Bíblia.

O que esse Evangelho tem a nos dizer, hoje?

Ao longo dos dois mil anos de cristianismo fomos criando

muitos mandamentos, preceitos, proibições, exigências, opiniões,

pecados e virtudes, que arrastamos pesadamente pela história.

E acabamos perdendo a noção do que é verdadeiramente importante. Hoje, ficamos discutindo certas questões secundárias, sem discernir muitas vezes o essencial da proposta de Jesus.

O Evangelho deste domingo é claro: o essencial é o amor a Deus e o amor aos irmãos. Para o cristão, o Amor é fundamental, porque Deus é amor e ama o homem, e o homem é um ser criado para amar.


O AMOR A DEUS nós manifestamos quando nos mantemos na Escuta de sua Palavra e na disposição de cumprir a sua vontade. Esforço-me, de fato, em escutar as propostas de Deus, mantendo um diálogo pessoal com Ele, procurando refletir e interiorizar a sua Palavra, tentando interpretar os sinais com que Ele me interpela na vida de cada dia? Tenho o coração aberto ou fechado às suas propostas? Procuro ser uma testemunha profética de Deus e do seu Reino?


O AMOR AOS IRMÃOS nós manifestamos ao dar atenção às pessoas que encontramos pelos caminhos da vida, ao sentir-nos solidários com as alegrias e sofrimentos de cada pessoa, ao partilhar as desilusões e esperanças do próximo, ao fazer da nossa vida um dom total a todos. O mundo, em que vivemos, precisa redescobrir o amor, a solidariedade, o serviço, a partilha, o dom da vida.

Estamos no último domingo do mês missionário. Vivendo intensamente esses dois amores (a Deus e ao Próximo), crescerá também em nós um novo "Ardor Missionário".

sábado, 22 de outubro de 2011

Lc 13,1-9

Temos neste texto, exclusivo de Lucas, um caso único, nos evangelhos, em que Jesus, em seus ensinamentos, faz referência a acontecimentos recentes. Os galileus foram mortos por Pilatos porque suspeitava que fossem subversivos. Segundo a "doutrina da retribuição" dos fariseus, o sofrimento era castigo de Deus e a abundância era bênção de Deus.

A morte violenta dos galileus foi vista como conseqüência de seus pecados. Jesus o descarta, e traz a questão para dentro da própria comunidade judaica, uma torre que caiu e matou dezoito, em Jerusalém. Eram, estes também, mais pecadores que os demais? Negando esta doutrina da retribuição, Jesus destaca que o encontro com Deus se dá pela conversão necessária para todos aqueles que se julgavam justos. Com a parábola que segue, Jesus mostra a paciência de Deus em dar oportunidades para a conversão.

Lc 12,54-59

Na primeira parte desta fala de Jesus, os ouvintes são induzidos a reconhecerem os sinais do tempo não apenas no sentido metereológico, mas no sentido do tempo de sua presença divina e libertadora, instaurando a justiça no mundo. É o tempo da revelação, em Jesus, da Verdade e do amor de Deus para com todos, homens e mulheres, transformando o mundo. Contudo, a novidade de Jesus ainda não é bem entendida. Há incompreensões, distorções, e rejeições.

Na segunda parte temos uma parábola sobre a conveniência da reconciliação. O seu conteúdo não é claro, particularmente a menção ao "adversário". No texto a reconciliação parece ser conveniente diante do risco de ser condenado e pagar toda a dívida. Tais detalhes sugerem a existência de uma culpa, do que decorre um apelo à conversão.

A reconciliação, em um sentido mais abrangente, consiste também em nos aproximarmos daqueles diante dos quais temos sido insensíveis e indiferentes, os excluídos e os explorados e empobrecidos, buscando a implantação da justiça no mundo.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Lc 12,49-53

Jesus manifesta sua expectativa em que o fogo do amor que veio lançar já estivesse aceso na terra. Em Lucas a imagem do fogo é associada ao Espírito: Jesus é o que batiza no Espírito Santo e no fogo. O Espírito Santo, enviado pelo Pai e por Jesus, não é o fogo da condenação, mas sim o fogo que purifica, libertando, iluminando, e inspirando os corações, inundando-os de amor.

Em Jesus encontramos a paz verdadeira, fruto do amor que liberta da opressão, em novas relações fraternas na justiça e na partilha. A palavra da verdade de Jesus traz a paz, porém provoca divisões da parte daqueles ambiciosos da riqueza que se ocultam nas trevas. Para estes a "paz" significa a submissão, a subserviência, a humilhação e a exploração do povo oprimido, com a repressão de qualquer contestação à ordem imposta por estes ambiciosos.

Assumir a paz de Jesus provoca divisões em relação àqueles que, mesmo dentro da família, preferem continuar submissos ao domínio da ideologia dos poderosos, com sua falsa paz, e com seus ideais de inserção no mercado global, de sucesso pessoal e enriquecimento. A paz de Jesus é fruto do compromisso com a verdade e com a justiça, na regeneração da vida.

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Lc 12,39-48

São Paulo da Cruz


Estas duas parábolas – a da chegada inesperada do ladrão e a do comportamento do servo que aguarda a chegada do seu senhor – dão continuidade ao tema escatológico da Parusia. Esperando continuamente a chegada imprevisível do Senhor que serve, a comunidade cristã permanece atenta, concretizando a busca pelo Reino através da prontidão para o serviço fraterno.


“Vós também, ficai preparados, pois na hora em que menos pensais, virá o Filho do Homem”. O tema de hoje é a vigilância. Eu e você precisamos estar preparados. Se você soubesse que hoje seria o último dia da sua vida, o que você faria, meu amigo?


Não sabemos nem o dia nem a hora. Eu preciso viver como se este dia e esta hora fossem os últimos na minha vida. Se eu viver assim o dia de hoje, tenho certeza que estarei preparado, porque se o Senhor vier no dia de hoje, não haverá desespero para mim. Por quê? Porque estou vivendo este dia como sendo o último e esta hora como sendo a última.


Agora, seria muito triste eu não zelar, não administrar bem o que o Senhor me confiou, ou seja, os talentos. “A quem muito foi dado, muito será pedido; a quem muito foi confiado, muito mais será exigido!” É verdade. Deus me confiou muitas coisas, Ele me deu muitos dons, confiou a mim uma obra. Então, eu tenho que ser fiel àquilo que o Senhor me confiou. Tenho que administrar bem aquilo que Ele me deu, mesmo sabendo das minhas fraquezas e pecados.


Como o dono da casa, da primeira parábola, que vigia para que bens sejam tomados pelo ladrão, assim também os discípulos devem vigiar para que sua vida não seja tomada pelos poderosos deste mundo. Os discípulos devem agir como o servo prudente que, na segunda parábola, zela por todos enquanto o dono da casa está ausente. Jesus, na realidade, nos revela a atualidade da presença do Reino de Deus entre nós ao assumirmos o serviço como realização pessoal e partilharmos a própria vida, em comunhão com nosso próximo mais carente.


O Pai confiou a você uma família, um trabalho, enfim, tantas coisas. Deus lhe confiou uma comunidade, confiou filhos e pais. Ele lhe confiou o que está à sua volta para que você cuidasse com toda fidelidade e pudesse estar vigilante, porque hoje o Senhor vai vir.

Lc 10,1-9

São Lucas, Evangelhista


O evangelho de hoje, sobre o envio de outros setenta e dois discípulos, é exclusivo de Lucas, e mostra a ação missionária mais abrangente do que o envio dos doze apóstolos, tendo um caráter mais universalista. Os missionários, despojados de bens pessoais, testemunham o abandono nas mãos de Deus e a confiança na acolhida de muitos que encontrarão pelo caminho.


O Reino de Deus é antes de tudo uma pessoa: Jesus. Quem o acolhe encontra a vida, a alegria, a missão de anunciá-Lo. O gesto de bater, sacudir a poeira dos pés, era um gesto simbólico dos israelitas que, ao ingressar de novo no próprio país – depois de terem estado em terra pagã – não queriam ter nada em comum com o modo de vida dos pagãos. Libertar-se da poeira que se grudou aos pés enquanto estavam em território pagão significava ruptura total com aquele sistema de vida. Fazendo isso, os discípulos transferem toda responsabilidade pela rejeição da Palavra àqueles que os acolheram mal e rejeitaram o anúncio do Evangelho. E a paz oferecida não se perde, mas volta a quem a oferece.


A fé e a missão começam no coração e devem terminar nos lábios e nas ações. Não podemos deixar que o receio atrapalhe a nossa missão cristã.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Lc 12,13-21

Santo Inácio de Antioquia

O parágrafo se inicia com uma advertência séria: “Cuidado! Deveis estar vigilantes de modo a evitar toda forma de cobiça ou ambição de ser ricos, pois a verdadeira vida não depende da abundância dos bens materiais”. A tradução seria: porque, na realidade, a vida de alguém não consiste em ter excesso de posses. A vida não consiste em acumular riquezas.

No Evangelho, Jesus fala a respeito de um homem cujas terras produziram uma colheita copiosa: “Que farei, pois não tenho onde estocar semelhante riqueza?” Ele só pensou em si mesmo para viver uma vida de descanso e prazer. Esta é uma falsa segurança que não protege da morte. Uma solução mais fácil seria repartir o que não coubesse nos celeiros com os mais necessitados. Ou vender a preço mais acessível o excedente.

A acumulação de riquezas por alguns gera os empobrecidos, com o escândalo da divisão da sociedade em ricos e pobres. É a solidariedade e a partilha com os mais necessitados que nos levam à comunhão de vida eterna com Jesus e com o Pai.

O juízo de Deus sobre nós não será sobre o que possuímos, mas sobre nossa fidelidade a Ele.

domingo, 16 de outubro de 2011

29° DOMINGO DO TEMPO COMUM

Mt 22,34-40

No Evangelho, Jesus responde a uma pergunta política. (Mt 22,34-40) Discípulos dos fariseus e herodianos, favoráveis ao poder romano, fazem uma pergunta capciosa: "É permitido ou não pagar o TRIBUTO a César?"

Se dissesse SIM: apareceria como colaborador da dominação romana. Se dissesse NÃO: seria denunciado às autoridades romanas como subversivo. Jesus percebe a armadilha. Pede uma moeda e pergunta: "De quem é essa imagem? "Dai pois a César o que é de César..." e acrescenta: "...e a Deus o que é de Deus"

"Dar" significa aqui "devolver" a cada um o que lhe pertence. Não deve dar a César o que não lhe pertence: a ADORAÇÃO, devida unicamente a Deus. Jesus não nega o pagamento do tributo imperial. O amor a Deus não tira as obrigações para com a nação. Mas questiona a pretensão de César de se nivelar a Deus e exigir dos súbditos culto só devido a Deus. A resposta reduzia César às suas devidas dimensões.

Um Perigo: Tirar o lugar de Deus. Uns reconhecem a autoridade do império, por isso servem aos interesses dele, pagando o imposto; Outros querem reconhecer a autoridade de Deus, mas deixam de lado o que é de Deus. O dinheiro, o poder, o êxito, a realização profissional, a ascensão social, o clube de futebol podem tomar o lugar de Deus e passam a dirigir e a condicionar a vida de muitas pessoas. Deus é, de fato, nosso único "Senhor", a quem servimos?

Conclusões da resposta de Jesus:

- "Dar a César..." (a imagem de César) O Cristão tem obrigações com a Sociedade em que vive. Nenhum país funciona se a população não der a César o que é de César.O cristão deve ser um bom cidadão.É uma obrigação moral, além de civil, contribuir para o bem comum com o pagamento de impostos justos.

- "Dar a Deus" (o homem foi criado à "imagem" de Deus) Por isso, seus direitos e sua dignidade devem ser respeitados por todos. Nós somos o "seu Povo", que não pode ser vendido a nenhum César. Se tiramos de Deus o que lhe pertence, devemos "devolver". Só Deus é o "Senhor" de nossa vida.

Participar na Vida e Ação Evangelizadora e Missionária da Igreja. A Igreja no Brasil nos pede que todos devemos: "EVANGELIZAR, a partir de Jesus Cristo e na força do Espírito Santo, como Igreja discípula, missionária e profética, alimentada pela Palavra de Deus e pela Eucaristia, à luz da evangélica opção preferencial pelos pobres, para que todos tenham vida, rumo ao Reino definitivo". (DGAE)

sábado, 15 de outubro de 2011

Lc 12,8-12

Jesus continua sua fala de advertência aos discípulos, prevenindo-os contra a doutrina dos fariseus, estimulando-os ao testemunho, e preparando-os para o recrudescimento das perseguições.

O Filho do Homem se declarará, diante de Deus, a favor dos que se declaram por Jesus e negará os que o renegam. O Filho do Homem, dentre várias interpretações, pode indicar a dimensão mediadora de Jesus, em sua condição humana.

Uma palavra que o negue pode ser perdoada, permanece aberto o convite à de conversão. Outro contraste é feito entre uma palavra contra o Filho do Homem, que será perdoada, e a blasfêmia contra o Espírito Santo, que não será perdoada. O Espírito Santo é a plenitude do amor misericordioso de Deus. A blasfêmia contra o Espírito Santo é a sua simples rejeição ou a distorção da face de Deus, escondendo e confundindo o povo quanto ao seu amor misericordioso, como o faziam os fariseus e doutores da lei.

Em contraste com os que rejeitam o Espírito Santo, temos os discípulos perseverantes no seguimento de Jesus. Enfrentam as perseguições e são iluminados e fortalecidos por este Espírito.